Feeds:
Posts
Comentários

FHCNas últimas duas semanas Fernando Henrique Cardoso foi destaque em três ocasiões bastante diferentes. Na primeira, estreou sua página pessoal na maior rede social do mundo, o Facebook. Na segunda, falou de sua vida pessoal e de trivialidades para a apresentadora Angélica no programa “Estrelas’” da Rede Globo.  Na terceira, foi sabatinado pelo jornal Folha de São Paulo e tratou quase que exclusivamente sobre política, ainda que alguns meios de comunicação tenham insistido em dar mais destaque a uma resposta sobre um namoro.

Quanto a este último evento, o que mais chamou a atenção foram suas declarações sobre sua relação com Dilma. FHC declarou o que todos já sabiam, ou seja, que tem um bom relacionamento com a Presidente, mas que isso não o impede – e nem Dilma esperaria isso – de fazer críticas ao governo atual.

Visivelmente, FHC admira Dilma Rousseff pessoalmente, muito embora não concorde com a forma de governar do PT. O sentimento é recíproco. Dilma sabe da importância que FHC teve na história do país e dos frutos que são colhidos em razão de seus feitos. Procura fugir de uma rivalidade cega. A atitude de Dilma por ocasião do aniversário de 80 anos de FHC, quando lhe enviou felicitações pela data, demonstra exatamente isso. O que também não a impede de comparar números que lhe são favoráveis.

Pelas respostas de FHC é possível constatar que sua imagem ainda está intimamente atrelada ao seu maior rival político: Lula. Isso ainda rende algumas provocações de ambos os lados e comparações entre os oito últimos anos do PSDB na Presidência da República com os oito primeiros do PT.

Porém, quem está no poder hoje é Dilma. E a oposição continua fragmentada no âmbito federal sem ter um nome de peso, como era FHC, que possa confrontar a Presidente nas urnas. O PT também não tinha um nome assim durante o segundo mandato de Lula. Mas isso é bem mais fácil resolver sob os holofotes da Presidência do que na oposição.

E enquanto Aécio Neves planta boatos procurando jogar José Serra para disputa municipal, nem a queda sucessiva de ministros abala a imagem da Presidente.

Só um novo FHC poderia fazer algo parecido. Mas isso parece bem longe de acontecer.

 

POR ANDRÉ MORAES

Modem

No último sábado, a World Wide Web (www) completou 20 anos de existência. No Brasil, o serviço de internet só chegou mesmo em 1995. Parece pouco, mas para os padrões tecnológicos é uma eternidade, tamanha a quantidade de inovações ocorridas desde então. Duvida? Então vamos relembrar como era o dia-a-dia de um internauta brasileiro no século XX:

Provedores

Em São Paulo havia uma infinidade de provedores. Os principais eram o UOL e a Mandic. Nada de Terra e Globo.com. Claro que a conexão deveria ser feita através de linha telefônica, o que a tornava extremamente lenta e impossibilitava o recebimento e envio de chamadas durante o uso. Qualquer página demorava muito para baixar e até mesmo a conexão levava alguns bons minutos até que se pudesse navegar.

UOL

Tarifas

Além da mensalidade do provedor, o que mais doía no bolso era o preço dos pulsos telefônicos. Exatamente por isso, a maioria das pessoas preferia conectar-se após a meia-noite e durante os finais de semana quando o pulso era "único", por chamada. Era um desespero para se conseguir uma linha desocupada. Alguns provedores criaram programas que discavam números sucessivos até que fosse encontrada uma linha livre. Mesmo assim não era uma tarefa fácil. A conexão ainda contava com aquele barulho ensurdecedor de vidro arranhando lataria de tanque de guerra, mas que, no fundo, representava um alívio porque significava que  havia sido bem sucedida.

Quantidade de dados

É difícil de acreditar em tempos de spam, mas os provedores tinham cotas de e-mail. O UOL, por exemplo, disponibilizava cerca de 10 e-mails por mês, dependendo do plano. Se o limite fosse ultrapassado, a cobrança era por cada e-mail enviado. Cada provedor também limitava a quantidade de dados trocados na conexão, como acontece com a internet de celulares atualmente. Era preciso sempre conferir na página de assinantes para saber o quanto ainda poderia gastar sem pagar valores adicionais. Dá para imaginar isso?

Comunicadores

Conferir o ICQ pela primeira vez era emocionante. Um programa que avisasse quando algum amigo também estava conectado à internet para poder se comunicar  era algo espetacular. Sem falar nos sons característicos do programa, como o "Oh-Ohh" e a sirene de navio, que grudavam no córtex cerebral e representavam longas viradas madrugada adentro. Antes dele, as conversas online só poderiam acontecer em salas de bate-papo. Por isso era muito normal que as pessoas combinassem um horário para se encontrar em uma das salas dos chats. Sempre com um convite do tipo: "Quer tc? [quer teclar?]"

Vírus

Os anti-vírus eram uma piada se comparados com os de hoje. Nem mesmo possuíam atualização automática pela internet. Era preciso baixar um pacote com as últimas atualizações de vírus e instalá-los manualmente. Claro que ninguém lembrava de fazer isso. As empresas fabricantes até vendiam cd´s com as definições de vírus e enviavam – acredite – pelo correio. Por isso, um vírus idiota como o "I Love You" conseguiu atingir 50 milhões de computadores ao redor do mundo. Vale lembrar também que não existiam anti-vírus gratuitos, o que desestimulava muita gente de buscar proteção. Análise de e-mail e páginas da internet? Esqueça.

IE4

Navegadores

Que Firefox e Chrome que nada! Quem mandava no pedaço era o Netscape Navigator, que perdeu terreno para o Internet Explorer após a chegada do Windows 95 (que já vinha com o navegador). O fato gerou um briga judicial nos EUA, onde a Microsoft foi acusada de prática monopolista. Nem isso evitou a morte do Netscape.

MP3

Quando o formato MP3 foi se popularizando, os amantes da música ficaram deslumbrados com as possibilidades que se abriam. Mas na época era preciso esperar 10 minutos para se baixar uma única música. Foi por isso que surgiram programas que continuavam o download do momento da interrupção, já que era normal que a linha caísse. E mais. Para se ouvir uma música no formato MP3 era preciso um tocador especial, que na época era o Winamp, além de um plugin. Uma verdadeira odisseia.

Hardware

Em 1997 a configuração de um microcomputador normal vendido nas lojas era Pentium 166 MHz com cerca de 1.2 Gb de HD e 16 Mb de Ram. O desempenho era incrível. Hoje, qualquer celular possui mais recursos que esses, mesmo os espartanos. Como cada MP3 sempre teve tamanho em torno de 4 Mb, 300 deles já lotariam o disco rígido. Isso sem contar o espaço de outros programas, incluindo o Windows (lembrando sempre que não havia gravadores de cd ou dvd).

No format

E-mails

A maioria das pessoas era obrigada a pagar um provedor e por isso grande parte dos endereços de e-mail eram pagos. Pouca gente tinha e-mails do tipo Hotmail ou Zipmail, que nem mesmo eram vistos com bons olhos, já que poderiam ser criados sem verificação da identidade. Além disso, a maioria das mensagens era sem formatação nenhuma e totalmente em preto-e-branco, para poupar espaço nos provedores.

 

Quanta diferença!

 

Lembra de alguma coisa dos primórdios da internet no Brasil? Coloque nos comentários.

POR ANDRÉ MORAES

Compartilho aqui um ‘post’ do blog "Sociedade em Rede" publicado em fevereiro de 2011. Peço desculpas àqueles que já o conheciam, mas percebi que ele possui mais relação com este blog e resolvi tranferi-lo para cá. Espero que gostem.

 

_______________________________________________________________

PA183260 Eu adoro automóveis.

Por isso, a primeira coisa que procuro quando acesso o Youtube são vídeos sobre o assunto. Não vídeos caseiros tremidos ou de competições entre carros preparados, mas comerciais criativos e materiais destinados à imprensa, com tomadas bem feitas e música de qualidade.

Por isso resolvi listar aqui os vídeos oficiais mais interessantes do Youtube. Não são necessariamente novos, mas com certeza são muito criativos e bem elaborados. Ou seja, mesmo quem não é fã de automóveis vai gostar de ver.

Vamos a eles:

5) Mercedes SLS AMG – Michael Schumacher

Esse vídeo é um show de produção e fez muito sucesso na internet. Além de ter um dos carros mais bonitos já feitos, o Mercedes SLS, conta com a participação do heptacampeão mundial de Fórmula 1, Michael Schumacher e com uma boa dose de efeitos especiais, (não, a manobra de Schumacher não foi feita de verdade, embora os engenheiros da marca terem afirmado ser possível).

O vídeo abaixo está em ótima qualidade e na íntegra.

4) BMW M3 – Nick Heidfeld

Nick Heidfeld sempre foi apontado como uma das maiores promessas alemãs na Fórmula 1. Por enquanto continua na promessa. Nesse vídeo o piloto troca de identidade com um motorista comum, assim como também troca seu Fórmula 1 (da extinta escuderia BMW) por uma BMW M3 de rua. A ideia é mostrar que não há muitas diferenças entre as duas máquinas. Exagero, diga-se de passagem. O áudio é o que mais impressiona no vídeo.

3) Porsche 911

As mulheres vão amar esse vídeo. E talvez entendam melhor os homens. É de uma sensibilidade pouco vista, sem exageros. Demonstra a paixão de um garoto por um Porsche 911 a ponto de pedir um cartão ao vendedor para, depois de alguns anos, voltar para comprá-lo. É lindo e reflete muito o sentimento de quem é apaixonado por carros.

2) Lamborghini Gallardo LP 560-4

Antes de alguém diga alguma coisa, reconheço que esse vídeo do Lamborghini Gallardo não exalta as mais nobres virtudes humanas. Explico. Ele destaca alguns "opcionais" do carro, tais como conseguir o número de telefone de garotas bonitas ou dar livre acesso a clubes restritos. Também destaca como "opcional" a possibilidade de diminuir distâncias, ignorando limites de velocidade. Mas é, sim, um belíssimo vídeo, quase que totalmente em preto-e-branco e em alta definição. E, verdade seja dita, não fala nenhuma mentira. Há ainda um outro vídeo muito interessante com trilha sonora do U2 ("Elevation") que pode ser conferido aqui.

1) Programa TOP GEAR – Bugatti Veyron vs Eurofighter Typhoon

Esse é meu vídeo predileto.

Top Gear é um programa inglês transmitido pela BBC sobre carros. Bem, quase só sobre carros. Trata-se de um bando de malucos – e apaixonados – por automóveis que os testa nas mais inusitadas situações. Nesse episódio eles colocam um Bugatti Veyron, o carro de produção em série mais rápido do mundo, apostando corrida contra um caça moderno, o Eurofighter Typhoon.

A versão oficial (e de melhor qualidade de imagem) está aqui. Mas por algum motivo a trilha sonora foi alterada. Para pior, infelizmente. Por isso disponibilizo a seguir a versão alternativa e original do episódio. É demais! Infelizmente está em inglês, mas não é preciso compreender muito do que é dito para apreciar o vídeo. E amar.

Espero que tenham gostado. Para mais vídeos selecionados sobre automóveis, a revista Quatro Rodas disponibiliza uma infinidade. Basta acessar http://quatrorodas.abril.com.br/videos/carros/

POR ANDRÉ MORAES (@AAFMORAES)

horsebrnwt

Reconheço.

Há alguns meses atrás, escrevi um post criticando a falta de criatividade de alguns comerciais recentes da Nissan (leia aqui). Justo ela que tinha no currículo o filme do Sentra com o contagiante refrão "Não Tem Cara de Tiozão".

Pois nada mais justo que elogiar a marca quando o inverso também acontece.

Na semana passada, a Nissan passou a veicular um comercial de sua pick-up Frontier que merece destaque. No filme, um motorista tenta atravessar uma pista enlameada com uma pick-up fabricada por um concorrente, mas acaba atolando. Visivelmente irritado, o motorista desce, chuta o veículo e xinga: "pôneis malditos" (como se a pick-up não tivesse cavalos no motor, mas pôneis).

Quando o motorista abre a tampa do capô, vê os pequenos pôneis coloridos, como verdadeiros brinquedos delicados, em clara alusão ao antigo "Meu Querido Pônei", que os trintões conhecem bem. O motor estaria sendo impulsionado pela corrida dos pequenos animais em um carrossel.

Se a ideia vai refletir nas vendas da Frontier não é possível saber. Mas a verdade é que o assunto ficou entre os mais comentados do Twitter e Facebook nos últimos dias e o vídeo no Youtube já superou dois milhões de exibições.

Para o filme da internet há ainda um plus: um pônei fantasmagórico que pede que o vídeo seja repassado para 10 amigos. Esse seria o único jeito de se livrar da música grudenta.

Assista aqui:

Nissan e seu pôneis malditos

 

Parabéns, Nissan.

Viu como é possível fazer um comercial sem que seja necessário menosprezar outras marcas?

 

POR ANDRÉ MORAES (WWW.TWITTER.COM/AAFMORAES)

Manequins Essa semana, dois anúncios de cosméticos foram proibidos na Grã-Bretanha (http://migre.me/5nv8i).

Um era uma foto de Julia Roberts enquanto o outro era uma imagem da modelo Christy Turlington. O motivo? Excesso de retoques por computador.

Segundo a ASA, órgão que regula a publicidade na Grã-Bretanha, as imagens não refletiriam os efetivos resultados que o produto poderia alcançar.

Achei bárbaro.

Nada contra o uso de programas de computador para retoque das imagens. Pelo contrário, eles são fundamentais para equilibrar as cores, a luz e pequenos defeitos. Principalmente em imagens publicitárias. Apesar de teoricamente alterarem a realidade, nada mais fazem do que uma maquiagem eficiente ou o jogo de luzes de um estúdio fotográfico.

O problema surge quando o uso dos programas extrapola o bom senso e começa a passar uma imagem inverídica, principalmente para um público que se espelha nas pessoas ali retratadas ou tem por elas uma admiração, como no caso de celebridades.

Pode até parecer inofensivo, mas o resultado da massiva adulteração das imagens por meio de retoques digitais é instintivamente acabar com o limite entre o que é belo e o que é saudável (e possível). Ou seja, uma coisa é tirar sardas ou manchas da pele de uma modelo. Outra, bem diferente, é diminuir uma cintura obtenível na realidade somente com 20 anos de malhação intensa ou chapar uma barriga a ponto de parecer que se trata de um manequim de vitrine.

A disseminação dessa prática serve para aumentar ainda mais a obsessão  das pessoas por um corpo que jamais terão, por pura impossibilidade física, principalmente no caso de adolescentes que, por estarem ainda em uma fase de auto-afirmação, acabam incorporando a ideia de que somente serão aceitas socialmente se tiverem um corpo parecido.

A situação chegou a um ponto que alguns casos acabam beirando o ridículo.

Por exemplo, a edição da revista ‘Quem’ trazendo Susana Vieira (http://migre.me/5nohw). Por mais em forma que Susana esteja, é uma senhora de 69 anos. Ainda assim, a edição das imagens deixou-a com um corpo de Ellen Roche. Outro caso muito famoso é o de Carol Castro, clicada pela revista "Boa Forma" e cujas fotos sem retoques acabaram vazando algum tempo depois (http://migre.me/5nuCr).

Nem a tatuagem da moça resistiu.

E o assunto não fica restrito às mulheres. Até o astro teen Justin Bieber apareceu na capa de uma revista brasileira com cara de mulher-robô da novela das sete (http://migre.me/5nuJk).

A lista é enorme e ainda vai crescer.

Exatamente por isso, acho que seria bom refletir sobre o que aconteceu na Grã-Bretanha. Será que não seria o caso de um controle mais apurado das imagens que são disponibilizadas ao público? Se não for o caso de proibir, pelo menos é de se pensar que conste um aviso nos casos mais extremos, informando a edição das fotos.

Muita gente ficaria aliviada por ser perfeitamente normal, por mais estranho que isso possa parecer.

POR ANDRÉ MORAES (WWW.TWITTER.COM/AAFMORAES)

Foto de Karen Blue from Flickr A morte de Amy Winehouse comprova uma tese: não há nada melhor para a carreira de um artista – ou ao menos para seus herdeiros – do que morrer cedo. Um tremendo contra-senso. Ainda assim, quantos ícones surgiram após uma morte trágica e inesperada?

O maior sucesso de Amy é o álbum ‘Back to Black‘. É definitivamente um grande trabalho. Seu maior feito foi trazer o jazz e o soul às paradas modernas, dominadas por artistas de gosto e ritmos um tanto duvidosos. Diana Krall já havia feito o mesmo, mas com uma sonoridade muito mais pop e degustável que a de Amy.

Apesar dessa proeza, não era muito comum encontrar manchetes enaltecendo a qualidade do trabalho de Amy. Já seus escândalos… Estavam estampados quase que diariamente nos jornais e sites de celebridades.

Chuck da MTV descreveu bem. O VJ afirmou que muita gente assistia aos shows da cantora "esperando por algum tombo". É triste, mas é verdade. Claro que ‘Back to Black’ recebeu enormes elogios, mas foi somente após a morte de Amy que surgiram algumas referências como "maior cantora do século XXI" ou "nada tão intenso desde Billie Holiday".

Enquanto viva, comentários desse tipo eram raros. Para a mídia os vexames de Amy rendiam muito mais. Até mesmo a família da cantora – que atualmente pede privacidade – contribuía para a divulgação de seus escândalos. E agora que ninguém mais poderá conferir o desempenho de Amy sobre o palco, aflora o arrependimento e o reconhecimento tardio.Rush Foto de The unPixie - from Flickr

Outros grandes artistas passaram por situação bastante parecida: Michael Jackson, em seus últimos anos de vida, era mais conhecido pelas plásticas e suspeitas de pedofilia do que como "Rei do Pop"; Renato Russo e Cazuza praticamente definharam diante das câmeras de televisão e da maledicência coletiva antes de serem coroados como "poetas"; o ótimo ator Heath Ledger jamais ficou amplamente conhecido por outros bons trabalhos, mas apenas como o Coringa de "Batman – O Cavaleiro das Trevas", lançado após sua inesperada morte; Tim Bukley, que nem mesmo é muito conhecido do público em geral por escassez de material, tem uma legião de fãs até hoje incondicionais; Bradley Nowell conseguiu com que seu Sublime (das imperecíveis "Santeria" e "Wrong Way") atingisse o topo das paradas, mas somente após sua overdose de heroína; até o "mangue bit" tornou-se um ritmo "cool" quando Chico Science nos deixou.

Todos os listados são grandes nomes, mas que tiveram muito mais reconhecimento  após a morte. E ainda há muitos, muitos outros.

The Ramones por Catharine Anderson - Flickr

Por outro lado, alguns cometem o "pecado" de não morrer nem encerrar a carreira abruptamente, o que acaba lhes conferindo menos notoriedade: Mudhoney é uma das principais bandas do grunge americano, apresenta-se até hoje, mas é sempre esquecida quando o assunto é Seattle; Rush, minha banda predileta, seria triplamente mais conhecida se optasse por um hiato de dez ou quinze anos; REM continua firme e forte, com um som maravilhoso a cada novo cd, mas nem de longe possui o reconhecimento que merece, como uma das maiores bandas de todos os tempos; Capital Inicial, Paralamas do Sucesso e Barão Vermelho somente são valorizados unicamente por seus sucessos antigos, sendo raro ver alguém que os tenha como umas das bandas mais importantes do rock nacional, pelo menos por seus trabalhos nos últimos quinze anos.

Aliás, se Dinho Ouro Preto tivesse nos deixado após sua queda do palco ou Herbert Vianna depois do desastre de ultraleve que vitimou sua esposa, provavelmente hoje a vendagem dos discos do Capital Inicial e do Paralamas seria bem maior, o que é um absurdo. Foo Fighters é uma banda competentíssima, liderada por David Grohl, ex-baterista do Nirvana. Pois ouse afirmar que a primeira é melhor que a segunda, do falecido Kurt Cobain. Polêmica certa.

Enfim, Amy Winehouse nos deixou e seu talento fará muita falta. Sem dúvida.

Resta-nos apenas o saudosismo, sentimento que os fãs de John Lennon, Layne Staley, Jim Morrison, Joey e Johnny Ramone, entre muitos outros, conhecem bem.

Teimamos em aprender tarde, infelizmente.

POR ANDRÉ MORAES (WWW.TWITTER.COM/AAFMORAES)

The Week 3 No final de semana passado aconteceu minha primeira vez. E primeira vez a gente nunca esquece.

Convidados por alguns amigos, ‘A Namorada’ e eu estivemos em uma balada predominantemente – mas não exclusivamente – GLS, na ‘The Week’, zona oeste de São Paulo.

Já tinha ouvido, em inúmeras ocasiões, casais heterossexuais afirmando que as festas GLS são as melhores, onde é possível se divertir sem precisar se preocupar com brigas, cantadas inconvenientes e desentendimentos.

Nunca acreditei, então resolvemos conferir. Primeira vez.

Com unidades no Rio de Janeiro e Florianópolis, a The Week é um estabelecimento impressionante. Linda e enorme, possui vários ambientes com uma ótima iluminação e som de uma qualidade ímpar. Prato cheio para quem é adepto de música eletrônica.

Apenas para se ter uma ideia do tamanho, lá também acontecem alguns shows de bandas internacionais bastante conhecidas, como a ótima "Teenage Fanclub" e a nostálgica "Erasure".

The Week 1

Conseguir alguma coisa do bar não é uma missão para Ethan Hunt e o atendimento é extremamente gentil, desde o estacionamento até o pagamento da conta. Nitidamente, a casa se preocupa com as pessoas que atendem o público, priorizando a experiência.

Estava cheia – muito cheia – e mesmo assim em nenhum momento houve qualquer tipo de desrespeito ou aborrecimento com relação a mim e À Namorada. Aliás, esse é um receio sem fundamento de pessoas não muito acostumadas com o universo GLS. Olá, prazer!

Olhares, claro, são inevitáveis, mas quanto a isso não há nada de diferente de uma noite em qualquer outro estabelecimento noturno. O único pequeno desentendimento aconteceu justamente com um casal hétero, em um choque involuntário, desacompanhado de um pedido de desculpas.

Só.

The Week 2

Claro que, como bom calouro, estranhei algumas coisas: banheiros mistos e pessoas sem camisa dentro do estabelecimento eu nunca havia visto na noite de São Paulo. Aliás, teria me preocupado bem menos com o que vestir se soubesse da última possibilidade. As músicas também não haviam sido escolhidas para um fã de rock.

De resto, tudo perfeito.

A The Week é uma das casas noturnas mais bonitas que eu já conheci em São Paulo. Ainda que não seja totalmente a minha praia pelo estilo de música, não dá para negar a qualidade do estabelecimento e a perfeição da festa.

Tudo atestado pelas dores no corpo depois de ter dançado a noite toda e me divertido muito.

Coisas que somente cidades como São Paulo fazem por nós.

POR ANDRÉ MORAES (WWW.TWITTER.COM/AAFMORAES)

PS. Todas as imagens do post foram extraídas do próprio site da The Week, detentora dos direitos.

 

The Week (São Paulo)

Rua Guaicurus, 324 – Lapa
CEP: 05033-00 – São Paulo/SP
Tel: (11) 3868-9944
Fax: (11) 3871-9337

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

%d blogueiros gostam disto: